Na sequência da abordagem relativa ás influências cósmicas na vida humana, importa atender à pertinência de saber mais acerca do Sol enquanto estrela que determina o signo solar e a Terra que, não sendo um regente, é o local onde se processam as vivências humanas, os conflitos, as descobertas, a evolução, as tentativas e as emoções.
Neste sentido, o Sol determina a energia, a vitalidade, a capacidade de alcançar o sucesso, a ambição inteletual, os gostos e as necessidades de cada nativo, pelo se que pode entender que, o signo solar de Carneiro, por ser o ponto de partida do estudo astrológico, possui uma forte energia que se pode confundir com o impulso, com a intolerância, pela impaciência, mas também pela força e determinação para viver.
Já Touro, pela sua localização, acaba por receber uma energia mais concreta e capaz de acautelar os impulsos e de promover a serenidade, a sobriedade e a ordem.
No caso de Gémeos, este signo transforma a energia do Sol em comunicação, em expansão e em progresso, nem sempre medindo as consequências dos seus comportamentos e escolhas, mas sempre com muita vivacidade.
No caso de Caranguejo e, porque nada é por acaso, este signo traz o dom da regulamentação das energias, pois caso contrário, o desiquilíbrio seria destrutivo.
Assim, o pensamento, a educação, a necessidade de procurar o passado para compreender o futuro é a base de receção do Sol neste signo.
Novamente com a vitalidade no horizonte, Leão traz consigo o poder de transformar a energia solar em pensamento crítico, na procura de saberes extra-sensoriais, mas também de idealizar uma sociedade alternativa, aquando esta se refugia na negatividade e na apatia.
Como precisa de mais do que pensamentos, Virgem confere a sua inteligência alargada congregada com método e organização para que se pense em soluções realistas.
Para Balança, tudo está correto desde que o equilíbrio seja alcançado e com o menor esforço possível, pois cada minuto de desordem, é um prejuízo enorme para todos.
Já Escorpião não se preocupa com o tempo, pois quanto mais cimentadas estiverem as ideias, melhor se poderá saber o seu produto final. Já Sagitário considera que o excesso de pensamento retira o entusiasmo e a motivação, pelo que faz uma síntese dos saberes dos demais e apresenta-as a Capricórnio para que lhes dê grandeza sem desperdícios de tempo e dinheiro.
Capricórnio passa para Aquário a inteletualidade e a vivacidade, uma vez que sabe o que deve fazer, mas não como e é Aquário quem garante o sucesso da ideia, mas não se pode esquecer de que Peixes vai avaliar o regulamento, eventuais falhas, até que ponto os valores humanos são respeitados e a necessidade de repor sempre a autorização dos demais astros para cumprir essa tarefa.
Ao regressar a Carneiro, a ideia já surge alterada e precisa novamente da sua força e impulso para que prossiga e este é o processo de transformação exposto de uma forma metafórica para que se compreenda a utilidade do Sol nas mentes e ações humanas, sendo de salientar que a diferença se torna num complemento e num imperativo para a regulação social.
No caso da Terra, esta pode dar-nos ou retirar-nos a perspetiva evolutiva, na medida em que as suas alterações e a nossa não defesa, podem condicionar o processo evolutivo, na medida em que, as escolhas que fazemos podem ou não ser concretizáveis, aceites ou possíveis no planeta Terra.
Quer isto dizer que, apesar de termos uma longa extensão de área para habitar, nem toda é habitável, muito menos compatível com as necessidades humanas.
Depois as normas impostas e os interesses dos demais nativos podem dar tudo a uns e retirar a outros, sobretudo as oportunidades de cumprirem as suas funções no mundo.
É neste sentido que o planeta Terra não aparece assinalado no mapa astral, uma vez que essa é a grande incógnita das nossas vidas: saber se conseguimos superar os desafios positivos e negativos do local onde habitamos, sendo que, para isso temos a ajuda dos demais planetas que nos alertam para perigos, necessidades de conhecimento, sorte, relacionamentos e todo o conjunto de vivências que podemos e devemos experimentar, mas que nem sempre é possível pelos fenómenos naturais, pela própria condição física do sujeito e demais obstáculos.
Há quem descreva o planeta Terra como sendo o ponto da espiritualidade que se apresenta na astrologia em oposição ao signo solar. Quer isto dizer que, se o Sol nos orienta para a vida e para o terreno, o planeta Terra é o oposto, pois terminada a nossa energia solar, seguiremos o caminho da morte, deixando os nossos saberes aos demais, a referência do nosso signo e a sabedoria alcançada, mas a nossa função termina na terra; no enterro do que fomos, ficando apenas a memória do nosso Ser.
Certo é que esta e tantas outras questões continuam e vão continuar a levantar muitas polémicas, pois só isso dá sentido a uma ciência e não a um dogma, pois o seu caráter questionável assim o exige, no entanto, podemos sempre reconhecer que evitamos a morte por temermos a maior certeza que temos a seguir ao nascimento, o que por si só, valida o papel da astrologia uma vez que tem por base uma vida cheia de aprendizagens, emoções, sensações várias e um percurso cheio de descobertas e trocas que dão sentido ao ato de viver.