CONTACTOS      SUGESTÕES Sexta-Feira, 10 Setembro de 2010
  
 

Cartaz

Páginas da Vida
“É preciso penar para aprender a viver”


Capítulo XI

“Diana gostava da minha forma de pensar e da capacidade que estava a desenvolver para falar com ela acerca das minhas inquietações, mas interessado também nos assuntos dela e isso aproximava-nos muito, pois era grande a cumplicidade e os sentimentos que se acrescentavam diariamente…”

No final do ano letivo, programamos a nossa primeira noite fora a sós com muita expetativa, mas com muita abertura e maturidade e gostava só de acrescentar que, quando nós passamos por uma fase menos positiva na vida, naturalmente perdemos alguns medos porque sabemos que há muito pior do que o que temos. No entanto, quando há um trauma, as coisas não são bem assim, pois o medo permanece e tem mesmo de ser trabalhado tecnicamente, sob pena de não se libertar do sujeito.

No meu caso, a minha experiência tinha sido péssima, mas Diana fazia-me esquecer essa imagem com a ideia de que iríamos começar tudo do zero e, com tantas coisas boas que estava a viver, nem me preocupei com o passado, pois era tudo novidade! Depois ter a vida preenchida com planos, também ajuda a superar os traumas e as memórias negativas; isto é um segredo que aprendi por mim mesmo!

Indecisos acerca do local, mas muito empenhados em passar um daqueles fins-de-semana brutais em termos de diversão e de amor, marcamos uma noite num empreendimento turístico em Lagos que fizemos questão de dividir, quer na marcação, no preço e na cama, claro!

Passeamos muito pela cidade, namoramos o que conseguimos nas ruas, visitamos locais fabulosos e, sobretudo alguns monumentos sugeridos pelos nossos formadores… Foi fantástico também o jantar e a noite, pois quando regressamos ao hotel, o nosso amor ganhou mais expressão e acabou por representar aquilo que sentíamos verdadeiramente um pelo outro, pois esperamos muito tempo por aquele momento!

Diana ainda era virgem, enquanto que eu tinha passado pela horrível experiência com Marta e era como se fosse, pois nada guardava de bom daquele tempo, nem me queria lembrar disso sequer, pois isso é outro erro, muitas vezes para nos armarmos em homens, falamos de boca cheia nas experiências, mesmo as negativas, mostrando que tivemos sempre um bom desempenho, mas depois ficamos de tal forma frustrados emocional e fisicamente que estragamos a noite!

Contei a Diana o meu passado para que ela me entendesse melhor e para que não existissem segredos entre nós e sentia que estava a dar um grande passo para ascender quer na vida, quer na minha personalidade, pois, apesar da mesma idade, ela tinha uma força interior muito própria e uma sabedoria de vida amadurecida, o que me ajudava e muito a compreender as coisas e a interpretar a realidade.

Diana confessara-me que terá namorado um colega de escola durante umas semanas e que não teria dado certo, pois eram muito jovens e ela queria muito estudar e trabalhar, enquanto que o rapaz já estava com outros interesses, mas que comigo era diferente porque estávamos a construir a relação em conjunto e isso era verdade, pois não havia nem pressas nem pressões para chegar mais longe do que os nossos sentimentos.

Na Segunda-feira quando regressei ao trabalho, Jaime perguntou-me se estava feliz, pois acho que isso se via até com os meus olhos fechados ou vendados se fosse o caso… estava esfuziante e muito completo enquanto homem e pessoa e, o mais curioso de tudo, é que sentia que Diana igualmente o estava, pois isso era uma realidade expressiva.

Em breve um novo capítulo:

-Cap. I
-
Cap. II
-
Cap. III
-
Cap. IV
-
Cap.V
-
Cap.VI
-
Cap.VII
-
Cap.VIII
-
Cap.IX
-
Cap.X

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